
Porque nada mais tem aquele colorido, e o gosto agridoce, do início.
Porque é dolorido ver como tudo sempre muda,
como todo dia claro de sol sempre volta a ter a mesma sombra de cinza...
"Eu não quero me apaixonar, eu não quero me apaixonar...
Porque eu não quero me machucar, de novo..."
Então dane-se e dance, deixe tocar no último volume...
Eu não quero me apaixonar porque vai doer...
Eu quero deixar a música tocar e esquecer...
Só goste de quem gosta de você, só quem te deixar perceber...
Então por enquanto dance!

Você roubou as borboletas do meu estômago. Você levou consigo meus melhores dias, beijos e carícias. Você quebrou meu coração, o deixou cheio de cacos de vidro. E meu pensamento o tempo todo é seu... Mas entre tudo o que levaste de mim, tinha justo que me levar às borboletas? Tinha que tirá-las de mim? Para nunca mais senti-las com ninguém? Por favor, devolva uma, só uma pequena... Assim quem sabe eu possa seguir em frente.


E é um vazio tão ruim, uma tristeza que invade a alma...
Dói, dói muito...
Mas se fosse uma dor q se sente fora, ou no corpo não seria um incomodo tão grande.
É como sentir que algo muito ruim virá, ou que nada certo acontece...
É ficar fora do tempo...
Sinto-me como um pêndulo do relógio atrasado, que sempre vai, mecanicamente
corretamente atrás do tempo, mas nunca chega, nunca está no horário.

Quando você ama alguém ama como um todo. Os atos, os gestos, os cheiros, os beijos e os toques. Mas o mesmo acontece quando o amor acaba (na verdade o contrário acontece). O amor acaba e ainda tenta se preservar uma relação sem sentido, sabe se lá porque, talvez por costume... Aí se toma certo horror a cada gesto, cheiro, beijo e carinho. Como se aquilo fosse uma agressão à alma. E tudo o que lembra a pessoa fica difícil de suportar... Não, não consigo aceitar isso, não o faria. Também não quero que ninguém faça algo do tipo por mim. Prefiro que me machuque, que me magoe, que me faça sofrer, do que me suporte com sorrisos vazios, palavras falsas. Não quero ser a tormenta de ninguém, porque quando gosto de alguém eu quero ser a calmaria, o porto seguro sempre ali, quero ser uma lembrança boa, não um martírio de autopunição por lhe ter um amor não correspondido. É dolorido ser algo doloroso, seja pra quem for. Então não consigo ser assim, nem me obrigar a fazer esses sacrifícios, porque ao achar q me sacrificando estaria fazendo o bem para a outra pessoa eu estaria apenas adiando o inadiável, piorando um final por si só trágico. Então assim como sou sincera quando me perguntam o quanto amo, também serei ao perguntarem se já não amo. Ninguém deve se obrigar a coisas assim... Ou se completa ou se troca a peça... Se eu não fui à correta para você, paciência... Talvez eu faça parte de outro quebra-cabeça...

E dá vontade de se apaixonar de novo, vontade de ter borboletas no estômago, de sentir as mãos trêmulas, de ficar se olhando no espelho para ver como ficaria melhor, tentar ser melhor por alguém... Vontade de ficar abraçado rindo a toa, suspirar pelos cantos e fazer planos para os próximos mil anos... Porque dói, porque cansa nunca ouvir uma palavra bonita, nunca sentir que o outro sente o mesmo... Porque é difícil ficar sempre com o pé atrás, com medo por estar começando a se apaixonar e o outro não... Dá vontade de ter um final feliz... Mesmo que de mentirinha...





